Versões do Glpi

Depois das versões 0.85.x, o GLPI começa a tomar novas proporções. Focado nos processos do ITIL e voltado para o negócio, a partir das versões 0.90.x, o GLPI passou a ser utilizado não só pela TI, mas por diversas áreas, houve muitas melhorias, inclusive o design que ficou mais moderno e bonito. Vários plugins foram desenvolvidos pela comunidade para auxiliar em diversos recursos que eram exigidos. A parti daí o GLPI  de fato passou a ser um ferramenta de service desk, ou seja, passou a atender  todo tido de chamado dentro de uma organização. Claro que o conceito do GLPI ainda é voltado para a T.I,  mas muitas empresas precisavam ter uma ferramenta para o controle de atendimentos nas diversas áreas, e percebeu que o GLPI poderia sim se encaixar nesse quesito. Cada vez mais requisitado, a comunidade passou a investir em melhorias para atender a essas novas demandas, porém como todo sistema, vem os inseparáveis bug’s, e com essa necessidade cada vez maior de novos recursos, os intervalos entre as versões ficaram mais curtos. Diante das demandas por melhorias, a Teclib resolveu também mudar o formato da versão e anunciou que em breve o novo Glpi 9.1 seria lançado com muitas novidades. Dessa vez realmente não trata-se apenas de uma atualização, mas de um novo sistema, um novo conceito e novas funcionalidades.

Segue abaixo as principais mudanças do GLPI 9.1:

Nova API, que permitiria fazer alterações em ativos e chamados;
A integração de tarefas com o chamados e mudanças;
Bloqueio para evitar múltiplas edições;
Um módulo para gerenciamento de licenças;
Reformulação do cronograma e SLA;
O modo debug para programadores;

Para saber mais sobre as mudanças clique aqui .

Mas a principal novidade está na comunidade desenvolvedora. Para evitar o número alto de correções e divulgações de novas versões do Glpi, a comunidade elaborou um novo fluxo de trabalho que permitiria melhorar a qualidade nos processos de novas atualizações. É mas não foi bem por aí. A atualizações da versão 9.1 estavam indo bem, até que chegou na versão 9.1.4. O comunidade pecou em algo fundamental no GLPI e que é essencial para controle dos chamados: o cabeçalho no perfil simplificado. O cabeçalho do chamado é onde consta as principais informações do chamado, nome, título, requerente, categoria, etc. Ao abrir um chamado, esse fica no status de “novo” até  o atendente fazer sua atribuição. Durante o status de “novo” o chamado pode ser alterado pelo requerente, inclusive desistir do chamado, porém ao ser atribuído pelo técnico, o cabeçalho deve ser bloqueado, ou seja o requerente não pode mais alterar a categoria, a urgência, a localização, dentre outros campos. Acontece que desde a versão 9.1.4 até a 9.2.x, o cabeçalho foi desbloqueado, então mesmo depois do chamado já em andamento, o requerente pode mudar a urgência, o título, a categoria, o SLA! Imaginem o impacto que isso pode causar nos indicadores. Abri um chamado na Github para verificarem o problema, e hoje vários membros da comunidade também já reportaram o mesmo erro, e começamos a ter boas respostas. A comunidade está desenvolvendo a versão 9.3 que deve corrigir esses problemas. Será ótimo, pois desde a versão 9.2 o Glpi recebeu novos recursos interessantes, principalmente a performance, quanto mais entidades você possuía, mas lento ficava o Glpi, e por isso a comunidade revolveu mudar o tempo de carregamento de alguns processo e melhorou bastante.

Segue algumas novidades:

Melhorias no processo de pesquisas salvas e difusas;
Inserção de imagens para o texto rico;
Notificações nativas;
Adição de modelos de tarefas para o chamados;
Telemetria;

Agora a principal novidade é a inserção de um OLA (acordo de nível operacional) e a nova base de conhecimento que agora possui um recurso de lista de versões e integrações com outros módulos.

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Um comentário em “Versões do Glpi

  1. Pingback: GLPI 9.2.2 – até que enfim!

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